CONTEXTO DO CASE
Paciente, sexo feminino, 73 anos, com aneurisma cerebral em acompanhamento desde 2007. Há 16 anos em uso contínuo de múltiplos medicamentos. Em foi diagnosticada com doença autoimune, iniciando uso de imunobiológico e corticoide, o que elevou a complexidade terapêutica.Objetivo: realizar conciliação medicamentosa e propor estratégias para segurança e adesão.
*Medicamentos em uso*: Adalimumabe 40mg, Prednisona 40mg, Clopidogrel, Urapidil 30mg, Dimorf 10mg e Slow K.
Queixas: Polifarmácia crônica com 6 classes diferentes, esquecimento de doses, confusão de horários, sonolência, tontura, fadiga e risco de quedas. Preocupação com interações entre imunossupressor, antiagregante e analgésico. Histórico de duplicidade na lista de medicamentos.
*Histórico relevante*: Comorbidades: aneurisma cerebral, doença autoimune e HAS. Idosa com alto risco de eventos adversos, interações e iatrogenia. Uso de dupla imunossupressão + antiagregante + opioide aumenta risco de sangramento, infecção e queda.
DESDOBRAMENTOS
Este caso comprova que o farmacêutico é essencial no sistema de saúde. A paciente idosa polimedicada tinha alto risco de sangramento, queda e hospitalização por interações e falta de organização. A intervenção reduziu riscos com conciliação, identificação de interações e educação da cuidadora. A adesão passou de confusa para 100% com estratégias de baixo custo. A carta técnica integrou a equipe e promoveu uso seguro. O monitoramento detectou piora da doença de base e gerou encaminhamento precoce. O farmacêutico clínico previne iatrogenia, reduz custos com internações e melhora qualidade de vida. Sua atuação vai além da dispensação: garante segurança, racionalidade e continuidade do cuidado ao idoso.
SOLUÇÃO
Intervenção Farmacêutica
Realizada conciliação medicamentosa com elaboração de lista atualizada e implantação de porta-comprimidos + quadro de horários para reduzir esquecimento. Orientada a cuidadora sobre uso seguro: risco de infecção com Adalimumabe + Prednisona; risco de sangramento com Clopidogrel + Prednisona, com orientação para observar sinais e sugestão médica de protetor gástrico; e risco de queda com Urapidil + Dimorf, com recomendação de uso noturno e cuidado ao levantar. Emitida carta técnica aos prescritores relatando riscos de interação, queda e sangramento em idosa polimedicada, solicitando reavaliação de doses e esquemas. Realizada educação em saúde sobre sinais de alerta e importância da adesão. Objetivo: promover segurança, racionalizar uso e melhorar qualidade de vida.
Pontos de destaque para avaliação do Conselho: protagonismo farmacêutico, impacto na vida do paciente, raciocínio clínico, humanização do atendimento, segurança em saúde e potencial transformador do case.