CONTEXTO DO CASE
Durante o atendimento farmacêutico, Cinara realizou a anamnese de um paciente idoso, hipertenso, diabético e polimedicado. Ao investigar sua rotina terapêutica, identificou que, além do anti-hipertensivo de uso contínuo, ele utilizava captopril por conta própria sempre que percebia a pressão arterial elevada. O hábito havia começado após uma hospitalização por crise hipertensiva, quando recebeu captopril, levando-o a acreditar que poderia repetir o medicamento sempre que a pressão aumentasse.
DESDOBRAMENTOS
A escuta ativa permitiu identificar um comportamento de risco que poderia passar despercebido em uma dispensação convencional. Em um paciente idoso e polimedicado, a associação de medicamentos anti-hipertensivos sem orientação pode aumentar o risco de hipotensão, tontura e quedas. O case evidencia a importância de compreender não apenas quais medicamentos o paciente utiliza, mas também como ele conduz o tratamento no dia a dia.
SOLUÇÃO
Cinara orientou o paciente sobre os riscos de associar medicamentos anti-hipertensivos por conta própria e reforçou que alterações na farmacoterapia não deveriam ser realizadas sem orientação profissional. Também orientou a busca por avaliação médica diante de alterações da pressão arterial, em vez do uso autônomo do captopril. A intervenção teve caráter preventivo, identificando e corrigindo uma prática potencialmente insegura antes da ocorrência de uma complicação.
Pontos de destaque para avaliação do Conselho: protagonismo farmacêutico, anamnese e escuta ativa, identificação de risco relacionado ao uso de medicamentos, prevenção de eventos adversos, segurança do paciente, educação em saúde e potencial transformador do case.